Pandemia faz Food Story mudar do catering para os restaurantes temporários

Pandemia faz Food Story mudar do catering para os restaurantes temporários

Quando de um dia para o outro devido à pandemia ficou sem encomendas de catering, a FoodCompany resolveu antecipar em dois anos o seu plano de expansão e entrar em novas áreas de negócio.

A abertura de um restaurante temporário em Monsanto, a produção de comida para comercialização sob outra marcas ou a entrada no comércio online são agora algumas das apostas da empresa, disse ao Expresso o administrador da Food Company, João Graça.

A Food Company é a recém-criada holding que engloba a FoodStory, uma empresa de catering nacional que em 2019 faturou 2,4 milhões de euros, fez 505 eventos e serviu mais de 60 mil pessoas. Esta empresa foi comprada em 2019 por João Graça em conjunto com João Paiva Mendes e Leonel Soares, via Apollon e Boost Portugal, as respetivas empresas deste dois últimos empresários.

“Depois do catering consolidado, planeávamos abrir novos verticais de negócio – como os restaurantes temporários, o desenvolvimento de comida para ser comercializada sob outras marcas. Planeávamos fazer isto daqui a dois anos, mas a pandemia obrigou-nos a antecipar. Ficámos sem encomendas e por isso tivemos que mudar a agulha”, explica João Graça.

O Monsantos open air restaurant é talvez a face mais visível da antecipação da expansão da Food Company. Localizado numa quinta ao lado do Parque de Campismo de Lisboa, o Monsantos é um restaurante totalmente ao ar livre que está a funcionar desde junho.

“O Monsantos é um restaurante temporário pensado para funcionar durante os meses de verão. Talvez até meados de setembro, se as condições climatéricas assim o permitirem”, adiantou João Graça. “É um espaço com mais de 1.500m2 ao ar livre, em perfeito contacto com a natureza e onde agora se pode vivenciar em segurança as tradições nacionais”, acrescentou.

Depois de em junho o Monsantos ter-se centrado nos santos populares, com ementas típicas da quadra, em julho a aposta passa por iniciativas de divulgação de gastronomia tradicional portuguesa, música ao vivo e jogos tradicionais.

“Estamos a equacionar a abertura de outros restaurantes temporários – Pop Up em espaços singulares – noutros pontos do país, mas tudo dependerá dos custos de instalação.

Para ocupar a capacidade de restauração instalada e uma vez que o catering estava parado, a empresa começou também a diversificar para novas áreas de negócio. Criou a Food-Trade, que produz comida para terceiros como a comercializada pela marca vegan Capim. “Temos mais projetos em análise, quer com receitas do cliente, quer desenvolvidas por nós”, adiantou João Graça.

A Food for You, um serviço de entrega de refeições para particulares e empresas, e uma loja online de produtos alimentares e de pastelaria, entre outros, compõe as outras vertentes de diversificação.

Corte para zero

Antes da pandemia, em fevereiro, o número de eventos previstos para este ano estava a subir 124%, que a empresa dificilmente poderia dar resposta. “ Prevíamos um crescimento da faturação entre 50% e 70% para o conjunto ano. Com a pandemia, passou a zero.

Os jantares de Natal – que têm grande peso na atividade – foram também todos cancelados”, acrescentou João Graça. Porém, gravidade da paragem imposta pela Covid-19, acabou por dar à equipa de gestão da Food Story a pausa necessária para em cerca de dois meses fazer a mudança de estratégia e entrar em novos segmentos de mercado, afirmou o responsável. Para este ano, ainda não arrisca previsões. “Tudo depende como a situação vai evoluir”, salientou João Graça.

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